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Atuação da DPE de Santo Ângelo garante atendimento médico à moradora que sofria risco de amputação

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Atuação da DPE de Santo Ângelo garante atendimento médico à moradora que sofria risco de amputação - Foto: Divulgação Ascom/DPERS

Santo Ângelo (RS) – Após ser atropelada por um caminhão em abril de 2018 na cidade de Santo Ângelo, no noroeste do Estado, a dona de casa G.L.D.B, de 48 anos, ganhou uma segunda chance de vida a partir da atuação da Defensoria Pública, que obteve decisão favorável para o tratamento da assistida. Internada no hospital do município, a dona de casa necessitava de enxertos de pele em toda a perna direita, tratamento delicado e disponível apenas no hospital de Ijuí, município localizado nas adjacências. A transferência hospitalar, que estava demorando mais que o recomendado, tornava iminente o risco de amputação da perna de G.L.D.B devido a uma infecção severa. Depois de 35 dias aguardando a transferência e outros 83 em Ijuí, a dona de casa, já recuperada do acidente e de volta ao lar, enfim comemora e compartilha a história.

Procurados por familiares da assistida, o diretor regional da Defensoria Pública de Santo Ângelo, defensor público Waldemar Menchik Júnior, e a defensora pública Angelita Maders buscaram interlocução com os hospitais para que fosse possível transferir a paciente por via administrativa. Como os impasses se prolongavam e o quadro de G.L.D.B se agravava, foi movida uma ação contra o Estado com pedido de tutela provisória de urgência.

De acordo com Menchik, diante do quadro, a paciente só sobreviveu porque a juíza deferiu liminar favorável à transferência hospitalar. “Isso justifica o gasto, porque uma vida não tem preço”, afirmou. “A Constituição Federal é clara no sentido de que a saúde é um direito fundamental de qualquer brasileiro. Se o atendimento fosse rápido e eficaz, talvez não houvesse a necessidade de tanto dispêndio financeiro”, completou.

Uma vez transferida ao hospital de Ijuí, G.L.D.B ficou internada por quase três meses para realizar o tratamento até ter condições de ir para casa, em agosto de 2018. Além de cicatrizes e dificuldade para caminhar, uma das sequelas do acidente foi a perda da audição.

Para o Menchik, há determinadas atribuições que, das carreiras jurídicas, só o defensor público tem a oportunidade de realizar. “Nós temos a possibilidade de ter acesso direto à dor das pessoas, e, pela empatia, colocando-nos no lugar do outro, podemos ajudá-las, e isso é uma satisfação enorme”, concluiu.


Texto: Victória Netto/Ascom DPERS com informações do Jornal das Missões
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