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Defesa da Mulher: Dirigente especializada fala sobre o protagonismo feminino na garantia do acesso à justiça pela Defensoria Pública

Defesa da Mulher: Dirigente especializada fala sobre o protagonismo feminino na garantia do acesso à justiça pela Defensoria Pública
Patrícia falou para universitários na Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Foto: Vinicius Flores/AscomDPERS

Porto Alegre (RS) – A Defensora Pública-Dirigente do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), Patrícia Pithan Pagnussatt Fan, foi uma das palestrantes do Jurisperita – O feminino no Direito: Academia e Carreira Jurídicas, realizado pelo Curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nos dias 3 e 4 de outubro, no Salão Nobre da Faculdade de Direito, em Porto Alegre.

O Jurisperita, voltado aos estudantes de Ciências Jurídicas e Sociais, ressaltou o papel da mulher na contemporaneidade, as contribuições do feminino nas carreiras jurídicas e acadêmicas e o compartilhamento de experiências no desempenho de atribuições funcionais, perpassando discriminações e machismos para a superação de “rótulos” e o consequente sucesso profissional.

“A Defensoria Pública é a instituição mais jovem do sistema de justiça e também a mais feminina, composta por um quadro com cerca de 60% de agentes mulheres. Como diferencial das demais carreiras jurídicas, neste aspecto feminino, está o fato de ter sido conduzida, na maioria das vezes, por Defensoras Públicas-Gerais”, afirmou Patrícia Pithan Pagnussatt Fan. Para ela, o convite de a Defensoria Pública debater o tema é uma ótima oportunidade, sobretudo por poder apresentar aos acadêmicos um pouco do trabalho feito pela Instituição.

Patrícia comentou, ainda, a respeito da empatia feminina para trabalhar em uma situação específica. “Há um tema especializado como o da violência doméstica, em que somente a mulher tem condições de realmente sentir empatia, justamente pela questão de gênero”. A Defensora Pública descreveu também o serviço multidisciplinar feito por mulheres no Centro de Referência em Direitos Humanos da Defensoria Pública, órgão que acolhe e constrói estratégias para enfrentamento e superação da violência doméstica.

Ao final, a Defensora Pública deixou uma mensagem de otimismo: “estamos caminhando. O feminino, no direito, tem muito a conquistar, e não há nada pronto, é caminhando que se forma o caminho.”

Superação

Durante o evento outras mulheres integrantes de carreiras como Magistratura, Ministério Público, Advogadas e Professoras de Direito apresentaram suas vivências pessoais e profissionais relativas à superação de obstáculos para conseguirem espaço num ambiente dominado pelos homens.

As violências simbólicas, os discursos machistas, os limites entre a vida pública e privada, as constantes provações de capacidade intelectual para o exercício de atividades funcionais, condições de inserção da mulher no mercado de trabalho e protagonismo feminino no direito marcaram os debates.

Jurisperita

Jurisperita é o termo em latim que indica a especialista em Direito, mulher capaz de acionar a jurisdição em defesa do Direito próprio ou alheio. É também o título de uma fabula togata, de Titinius (séc. II), sátira à atuação feminina no Foro.

 

Texto: Vinicius Flores/AscomDPERS
Defensoria Pública do RS
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