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Conhecimento para fazer ainda mais: 18º Encontro Estadual de Defensores Públicos capacitou agentes e fomentou novas práticas para atuação na Defensoria Pública gaúcha

Conhecimento para fazer ainda mais: 18º Encontro Estadual de Defensores Públicos capacitou agentes e fomentou novas práticas para atuação na Defensoria Pública gaúcha
Conhecimento para fazer ainda mais: 18º Encontro Estadual de Defensores Públicos capacitou agentes e fomentou novas práticas para atuação na Defensoria Pública gaúcha - Foto: Nicole Carvalho / Ascom DPERS

Bento Gonçalves (RS) – Aprendizado para ir além. O 18º Encontro Estadual de Defensores Públicos ocorreu em Bento Gonçalves nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro e provocou inúmeros insights para práticas na área jurídica. Seis palestrantes proporcionaram conhecimento e disseminação de conteúdo para os Defensores Públicos realizarem a defesa dos gaúchos de forma ainda mais ágil e garantidora de direitos.

O jornalista, filósofo, escritor e professor, Clovis de Barros Filho, deu início ao Encontro com uma palestra que encantou os participantes. O tema foi ética. “Ética é mais do que alinhamento, é reflexão sobre valores e o que queremos como sociedade. A moral é o que você não faria de jeito nenhum”, frisou demonstrando em conceitos os termos que estão em voga atualmente diante de um cenário de crise moral e ética. Clóvis ainda abordou fidelidade, sigilo, respeito e valores. Falou sobre integridade, felicidade, citou filósofos como Karnal e Nietische para desperar ainda mais nos Defensores Públicos o lado humano.

No segundo dia de palestras, o tema “Resiliência e Relacionamento Interpessoal no Trabalho” animou os Defensores Públicos pelas presenças do jornalista, poeta e escritor Fabrício Carpi Nejar e o escritor, compositor e publicitário Luiz Coronel. Carpi Nejar fez analogias e metáforas para falar sobre paciência e a importância do ouvir e não impor aos outros o que uma pessoa deseja, além da necessidade em aceitar as imperfeições que todo o ser humano possui para seguir em evolução. “Antes, quando um objeto quebrava, consertávamos. Hoje, quando um objeto quebra, a gente troca. Hoje, quando uma pessoa quebra a gente descarta, a gente não insiste, a gente não tem tempo a perder para ninguém. E não há maior demostração de amor do que perder tempo para alguém. O que mais queremos é ser ouvidos, sem distorções, sem resumir. (...) Feliz aquele que aceita a imperfeição, aceita que não tem domínio da vida, mas que faz o possível, pois só o possível é necessário”, frisou. Na mesma linha humana, Luiz Coronel abordou a principal carência do ser humano e a persistência como fator importante para o desenvolvimento. “Ao sair da piscina de placenta, o ser humano agita os braços e dá a primeira demonstração de sua mais absoluta carência, a carência de amor, que passará do primeiro ao último dia de sua vida em busca do milagre do amor. Muito do que nós conquistamos da vida é fruto, mais do que nosso talento ou sabedoria, de nossa persistência”, destacou.

Na sequência, o Defensor Público-Geral do Estado, Cristiano Vieira Heerdt, apresentou um breve relatório da gestão 2016-2018 sobre as ações realizadas até o presente momento. Citou a inaugurações de 14 novas sedes e espaços humanizados para atender aos assistidos com privacidade e qualidade, e outras cinco que serão inauguradas. Além disso, citou as principais ações da gestão de recursos humanos, como remoções e implementações de Defensorias Públicas, nomeação de todos os aprovados do IV Concurso Público para a Carreira de Defensor Público e a criação da Comissão para o V Concurso, bem como a homologação do II Concurso para o quadro de apoio. Heerdt também falou sobre as ações da gestão administrativa, os avanços do Projeto de Modernização Institucional (PMI) e do planejamento estratégico.

O painel final do Encontro não poderia deixar de ser mais atrativo. Juristas renomados e professores debateram “Desafios da Defesa Criminal para a Constituição da Cidadania”. Alexandre Wunderlich, Aury Lopes Jr. e Geraldo Prado foram provocados pelos Defensores Públicos Barbara Lenzi e Rafael Carrard a trazer possíveis soluções para a problemática, tendo como cenário o conceito de bandidolatria, que tem incentivado diversas violações das prerrogativas e garantias dos Defensores Públicos e advogados. Em sua fala, Wunderlich sugeriu que a Defensoria Pública desenvolva um plano estratégico para a área penal e afirmou que é preciso de mais atuação política, estratégica e articulada entre as instituições. Aury afirmou que se vive tempos sombrios, com discursos de ódio, de intolerância, fruto de uma sociedade criminógena. “Hoje é difícil defender alguém. Se você se presta a defender um sujeito “vagabundo”, você também é vagabundo”, avaliou. Na linha, criticou o discurso da bandidolatria. “É imbecil, patético”. Aury falou que o júri brasileiro é muito ruim. “Vocês estão perdendo júris não por questões jurídicas ou por questões probatórias, mas por discursos de ódio”, apontou. Além disso, Aury sugeriu que os Defensores Públicos olhem para o júri com mais afastamento e maturidade. “É hora de se engajar na luta pela reforma do código, mudar radicalmente o sistema de seleção de jurados. Tem que ser diferente”, avaliou. Por fim, Geraldo Prado resgatou a promessa de uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária que a Constituição Federal prometia, quando criada em 1988, mas que, em sua análise, não deu certo, nem pela esquerda, nem pela direita, e deixou uma reflexão. “Não há política criminal. Há movimentos específicos. Falta uma tomada de decisão. É tempo de acordarmos de nossas sonolências dogmáticas”, finalizou.

A Defensora Pública Presidente da Associação dos Defensores Públicos realizou assembleia com os Defensores Públicos presentes e o patrocinador Banrisul apresentou propostas de investimentos aos agentes.

O 18º Encontro Estadual de Defensores Públicos contou com uma exposição de fotos de membros da Assessoria de Comunicação Social da Instituição. Os registros envolveram atuações de Defensores Públicos na defesa e promoção dos direitos humanos, como visitas à casas prisionais, mutirões de atendimento e orientação jurídica e projetos voltadas à cidadania.

Confira as fotos do evento clicando aqui.


Texto: Nicole Carvalho /ASCOM DPERS
Defensoria Pública do RS
Assessoria de Comunicação Social
(51) 3210-9400 / 98404-4502
http://www.defensoria.rs.def.br/
Twitter: @_defensoriaRS
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