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Defensoria Pública realiza roda de conversa com representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

Defensoria Pública realiza roda de conversa com representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
Defensoria Pública realiza roda de conversa com representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher - Foto: Victória Netto / Ascom DPERS

Porto Alegre (RS) – Na terça-feira, 29 de maio, foi realizada, no auditório da sede da Defensoria Pública do Estado do RS, uma roda de conversa com representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher com o objetivo de aprimorar e qualificar a Rede sob a perspectiva do trabalho em conjunto. A reunião, presidida pela Defensora Pública Assessora do Gabinete e Dirigente do Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM), Diana Rodrigues Costa, foi um convite da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher.

Após as apresentações iniciais, cada entidade propôs sugestões de pautas e questionamentos a serem tratados pelo grande grupo. A necessidade da criação da Casa da Mulher Brasileira, cuja finalidade é concentrar em um único espaço toda forma de atendimento à mulher vítima de violência – e que já existe em três capitais do país –, foi unanimidade entre as representantes da Rede. Além disso, falou-se sobre a importância da Notificação Compulsória no atendimento hospitalar quando há a constatação de violência (doméstica, familiar, estupro). Nesse sentido, integrantes da Rede comprometeram-se em fazer um pedido de alteração da legislação vigente para que médicos passem a especificar essas situações, quando existentes, de modo que as instituições competentes tenham conhecimento sobre os casos e possam atuar neles.

Para a Defensora Pública Diana, é fundamental amparar, encorajar e empoderar a mulher que se encontra nesta situação. “Essa mulher já foi vítima de violência. Não queremos que ela se afaste, e, sim mostrar que estamos à disposição dela para o que precisar”, avaliou. Ademais, constatou-se que as discussões e capacitações sobre o assunto precisam incluir homens, principalmente nas instituições que trabalham com o atendimento a mulheres vitimadas. De acordo com a Delegada Clarissa Demartini, só assim haverá o real entendimento acerca da complexidade e delicadeza do assunto, que necessariamente inclui ambos os gêneros.

Presenças

Fizeram parte da Roda de Conversa representantes da Delegacia da Mulher, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RS, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, advogadas, psicólogas, assistentes sociais e as entidades civis Themis e Viva Maria.

Você sabia?

O Brasil registrou um estupro a cada 11 minutos em 2015, conforme dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Com uma taxa de 4,8 assassinatos em 100 mil mulheres, o país está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso). Esses números equivalem a uma guerra civil permanente e são possivelmente maiores: o feminicídio ainda conta com poucas estatísticas que apontem sua real dimensão no Brasil, em virtude da falta de denúncias e registros.

 

Texto: Victória Netto/Ascom DPERS
Defensoria Pública do RS
Assessoria de Comunicação Social
http://www.defensoria.rs.def.br/
Twitter: @_defensoriaRS

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