Após 28 dias de espera em estado grave, assistida da DPE/RS consegue tratamento médico
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A atuação da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) em Dom Pedrito assegurou, na quarta-feira (26), transferência hospitalar e internação em leito de alta complexidade a uma mulher diagnosticada com pancreatite aguda necrosante. Em razão do descumprimento da intimação judicial e recusa de hospitais, a paciente aguardou 28 dias pela internação.
A assistida estava internada desde junho de 2026 no Hospital São Luiz, que não conta com suporte técnico e estrutura de UTI para realizar as intervenções necessárias ao tratamento. Segundo laudo médico, o caso era de risco de óbito se a transferência para um hospital de alta complexidade não ocorresse com urgência.
O defensor público William Foster de Almeida, responsável pelo caso, solicitou que o Estado e o Município providenciassem a internação da assistida em leito hospitalar especializado em Gastroenterologia e Cirurgia Hepatobiliar com suporte de UTI.
A Justiça atendeu ao pedido em 28 de julho e fixou prazo de 24 horas para o cumprimento da medida pelo Estado e o município de Dom Pedrito. No entanto, a determinação não foi atendida, pois os hospitais acionados alegaram superlotação ou se recusaram a emitir cotação de tratamento particular.
Após sucessivas cobranças e tentativas de resolução extrajudicial pela Defensoria, um hospital de Rio Grande emitiu o orçamento privado para o tratamento. A Justiça então determinou o bloqueio de valores do Estado e do Município para providenciar a internação adequada.
Uma irmã da assistida destacou o esforço da DPE/RS para garantir o atendimento adequado com urgência. “Foi graças à dedicação deles, à seriedade com que trataram cada detalhe e à firmeza em defender o direito dela, que hoje ela está no hospital certo, recebendo o tratamento que precisa. Sem a Defensoria, isso não teria acontecido. Agradecemos de coração cada esforço, cada petição, cada luta que mantiveram por nós", afirmou.