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Em alusão ao Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, Defensoria realiza oficina para abordar a inclusão no trânsito

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Raquel Kalisiensky, especialista em isenções para PCDs; Bruna Minussi, dirigente do NUDEPED; e Aline Dalcul, servidora da DPE/RS - Foto: Francielle Caetano - ASCOM DPE/RS
Por Francielle Caetano - ASCOM DPE/RS

Na tarde desta quarta-feira (23), a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul, a partir do Núcleo de Defesa da Pessoa com Deficiência (NUDEPED), realizou uma oficina para debater acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no trânsito. O encontro aconteceu no auditório do prédio-sede da DPE/RS, em Porto Alegre, e teve transmissão ao vivo pelo YouTube.

Em sua fala de abertura, a defensora pública dirigente do NUDEPED, Bruna Minussi, destacou que a realização do evento foi pensada em alusão ao Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, atrelando ele também à Semana do Trânsito. “Pensamos em trazer para a oficina esse tema, da acessibilidade, da inclusão, da igualdade material, isso tudo nesse recorte de um trânsito mais respeitoso, mais acessível e mais inclusivo para as pessoas com deficiência, de forma que, só assim, a cidadania efetiva possa ser concretizada”, disse Bruna.

No evento, foi lançada a cartilha “Trânsito e Pessoas com Deficiência: direitos, acessibilidade e inclusão”, com texto feito pelo NUDEPED e pela Equipe Multidisciplinar de Assistência Psicossocial (EMAP) e arte produzida pela Assessoria de Comunicação da Defensoria. O material já está disponível no site da DPE/RS.

A oficina contou também com a participação da técnica-administrativa da Defensoria Regional de Santa Maria, Aline Dalcul. Ao falar sobre suas experiências como pessoa com deficiência, ela pontuou que, apesar de conseguir se locomover com autonomia e independência, na prática, se dependesse somente da inclusão e da acessibilidade, não estaria nem na oficina, sendo o trânsito e a locomoção uma das principais barreiras.

“Somente isso não dá conta de tornar uma pessoa com deficiência autônoma e independente. Temos muitas políticas públicas que fazem com que a pessoa com deficiência possa ingressar no mercado de trabalho, na universidade, e isso é muito necessário, mas tu precisa conseguir chegar a esses locais, dependendo de um ônibus, de uma calçada acessível, de um transporte que possibilite isso”.

A servidora compartilhou ainda percepções sobre as dificuldades que os assistidos com deficiência têm para buscar o atendimento na Defensoria. Para ela, muitas pessoas com deficiências optam por permanecer em casa para não se colocarem em risco ao sair.

“A gente pensa que a pessoa com deficiência só vai a determinados locais, como hospital, médico, como se ela não tivesse uma vida social, não tivesse acesso à cultura e ao lazer, outras formas que dão uma vida plena”, comentou Aline.

Além dela, o encontro teve também a fala de Raquel Kalisiensky, despachante que atua há 20 anos em processos de isenções de impostos em veículos para pessoas com deficiência. Ela explicou como buscar ajuda para ter acesso a esses direitos, quais as possibilidades de isenções e como funcionam os procedimentos.

O evento pode ser visto na íntegra clicando aqui.

Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul