Buscando promover a empatia, igualdade e reflexão sobre ancestralidade, DPE/RS realiza 2° Encontro de Mulheres Negras
Publicação:
A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) realizou, na manhã desta quinta-feira (23), o 2° Encontro de Mulheres Negras da Defensoria, no Auditório Daniela Hidalgo. Alusivo ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, o evento teve como objetivo promover a igualdade a partir da reflexão sobre ancestralidade e empatia. Voltado ao público interno, o encontro contou com a participação de servidoras e defensoras públicas, estagiárias, terceirizadas e residentes da instituição.
Organizado pelo Núcleo de Defesa da Igualdade Étnico-Racial (NUDIER), em parceria com o Núcleo de Defesa da Mulher (NUDEM), a atividade ocorreu no formato roda de conversa, mediada pela doutora em Educação e coordenadora dos projetos Empoderadas IG e AfroFit, Luciana Dornelles. O público pôde compartilhar relatos e experiências sobre as mulheres que consideram referências em suas vidas. Além do espaço de diálogo, também foi realizado um momento de atividade física, buscando conectar as participantes a partir da dança.
Proporcionando um espaço de escuta e acolhimento, Luciana ministrou palestra sobre a experiência das mulheres negras na sociedade, ancestralidade e empatia.
“Imaginem que a vida de vocês vai virar um livro ou uma série. E quem vai fazer o roteiro e dirigir, como as minhas alunas dizem, tem ‘ranço’ de vocês. Será que essa pessoa acessa as nossas melhores versões? A partir disso, eu trago outra reflexão. Na nossa sociedade, a história dos negros e indígenas foi registrada e contada por pessoas que iam muito além do ranço, que não os consideravam nem humanos. Muito disso é refletido até hoje. Então temos que buscar as outras histórias. Por isso é importante ler mulheres negras, pessoas indígenas, pessoas que têm deficiências que não temos. Pra gente tentar olhar o mundo a partir de uma outra perspectiva, ouvir as pessoas a partir das suas próprias versões. Busquem as versões para além do que nos é contado de forma estereotipada, diminuída. Escutem os outros, quem está do nosso lado.”, refletiu.











