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Homem preso preventivamente por mais de dois anos é absolvido após atuação da Defensoria

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Ficou comprovado que o assistido não participou do homicídio pelo qual havia sido acusado - Foto: Francielle Caetano - ASCOM DPE/RS
Por Francielle Caetano - ASCOM DPE/RS

Após ficar preso preventivamente por dois anos e dois meses, um homem foi absolvido pelo Tribunal do Júri, em Rio Pardo, na noite dessa quarta-feira (10). A partir da atuação da defensora Valéria Brondani, ficou comprovado que o assistido não participou do homicídio pelo qual havia sido acusado.

O crime aconteceu em março de 2024, quando um adolescente de 17 anos foi morto e um homem de 20 anos sofreu uma tentativa de homicídio. De acordo com o inquérito, o fato aconteceu em razão de disputa entre facções rivais. O assistido da Defensoria estava em prisão preventiva desde o início de abril de 2024, acusado de participação nos crimes.

No julgamento, foi apresentado que a única prova que se tinha da participação dele era o depoimento da vítima sobrevivente, dado ainda no hospital, 20 dias após o acontecimento do fato – na primeira fala, logo após o crime, apenas o réu condenado na noite de ontem foi citado. O homem que sobreviveu à tentativa de homicídio nunca foi encontrado para um novo depoimento em juízo e também não compareceu na sessão do Júri.

Em razão disso, os jurados entenderam que apenas esse depoimento não seria suficiente para a condenação, além de não haver nenhuma outra ligação do assistido da Defensoria com os fatos. Ao final da sessão, foi expedido o alvará de soltura para o réu absolvido.

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