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Casamento coletivo para presos LGBTQIA+ da Penitenciária de Canoas é promovido pela Defensoria Pública do Estado

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Noivos se beijam.
Um dos pares, adepto da umbanda, optou por consagrar a celebração de acordo com os preceitos da religião de matriz africana. - Foto: Pedro Costa - ASCOM DPE/RS
Por Pedro Costa - ASCOM DPE/RS

Um casamento coletivo que celebrou a união de dois casais da Penitenciária Estadual de Canoas (PECAN) foi promovido, na quinta-feira (13), pela Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS). A cerimônia, organizada a partir do projeto Defensoria Aproxima, em parceria com a Superintendência dos Serviços Penitenciários do Estado (SUSEPE), especialmente a diretoria da PECAN, ocorreu na quinta-feira (13), no pátio da unidade prisional UTP II.

noivo assina papéis do casamento.
Os casais, ambos LGBTQIA+ e formados dentro do sistema prisional, puderam formalizar os matrimônios via juíza de paz. - Foto: Pedro Costa - ASCOM DPE/RS

A iniciativa, articulada nos últimos seis meses, tem como objetivo fortalecer a reinserção social a partir de uma abordagem psicossocial, reforçando a importância da manutenção das conexões humanas e familiares para a ressocialização.

Para a servidora do Defensoria Aproxima, Karina Costa, que participou do planejamento do evento, “foi a confirmação de que todo o esforço investido resultou em dignidade, reconhecimento, afeto e pertencimento para as pessoas privadas de liberdade que puderam vivê-la”.

Os casais, ambos LGBTQIA+ e formados dentro do sistema prisional, puderam formalizar os matrimônios via juíza de paz. Um dos pares, adepto da umbanda, optou por consagrar a celebração de acordo com os preceitos da religião de matriz africana.

Também interno da PECAN, o pai de santo responsável pela cerimônia ressaltou que “é muito importante ter essa visibilidade e o espaço do religioso dentro do sistema penitenciário. É um momento de alegria para todos nós LGBTs, adeptos das religiões de matriz africana e simpatizantes”, destacando ainda que, nos momentos de dificuldade, muitos presos encontram conforto na fé.

Segundo a dirigente do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDDH), Gizane Mendina Rodrigues, o processo também permitiu trabalhar com os casais temas como reconhecimento de direitos e valorização da autoestima, entre outros. A defensora parabenizou a equipe do Defensoria Aproxima, o diretor da PECAN, Denis Renan dos Santos, e o setor técnico da UTP II, valorizando a articulação para “a celebração do amor”.

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