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“Porque minha vida inteira é como se eu mentisse”: Defensoria Pública do Estado realiza mais uma edição do Meu Pai tem Nome

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49 pessoas receberam atendimento com o intuito de estimular o reconhecimento de paternidade biológica e socioafetiva - Foto: Pedro Costa - ASCOM DPE/RS
Por Pedro Costa - ASCOM DPE/RS

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE/RS) realizou, nesta sexta-feira (14), mais uma edição do projeto Meu Pai tem Nome, mutirão que visa mudar a realidade de crianças, adolescentes e adultos que não possuem o nome do pai na certidão de nascimento.

Ao longo do dia, 49 pessoas receberam atendimento com o intuito de estimular o reconhecimento de paternidade biológica e socioafetiva. Indo além da alteração do registro, a ação buscou o desenvolvimento de um vínculo efetivo e estruturante, fundamental e necessário na formação do indivíduo.

Claudine Lima da Rosa foi uma das assistidas que conseguiram encaminhar a regularização. Registrada pelos avós, apesar de ser reconhecida como filha pelo pai, falecido em 2014, nunca teve a certidão alterada.

“Ele sempre me tratou como filha. Tenho fotos nas redes sociais com ele dizendo ‘minha filha veio me visitar’, só que nunca tive o documento. E isso é uma coisa muito difícil pra gente, porque minha vida inteira é como se eu mentisse. O nome do meu pai era um e eu tinha que dizer que era outro”. Agora Claudine aguarda os resultados dos exames de DNA, realizados juntamente ao seu irmão.

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O projeto Meu Pai tem Nome, mutirão que visa mudar a realidade de pessoas que não possuem o nome do pai na certidão - Foto: Pedro Costa - ASCOM DPE/RS

Liliane Braga Luz de Oliveira, dirigente do Núcleo de Defesa das Famílias (NUDEFAM) e responsável pelo mutirão, destacou os serviços oferecidos pela Defensoria. “Temos o serviço de coleta de exames para fazer o DNA, registro civil para reconhecimento voluntário de paternidade e sessões de mediação e conciliação para as famílias que querem melhorar o diálogo, sempre priorizando a resolução extrajudicial dos conflitos”.

A defensora pública-geral do Estado, Larissa Rocha Ferreira Caon, ressaltou o elevado índice de casos. “Só no ano passado, em todo o Brasil, 173 mil crianças não tiveram o registro paterno em sua certidão de nascimento. No Rio Grande do Sul foram cerca de três mil bebês. Os números são altos e o tema é muito importante”.

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A iniciativa do CONDEGE é realizada desde 2022 - Foto: Pedro Costa - ASCOM DPE/RS

Tendo como foco o fomento à paternidade ativa e consciente, o projeto ocorre desde 2022. A iniciativa do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (CONDEGE) promove o atendimento a partir das Defensorias Públicas Estaduais de todo o país.

Mais imagens do mutirão podem ser acessadas clicando aqui.

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